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domingo, 30 de agosto de 2009

A caminho de Mumbai

A viagem de regresso de Leh não ia ser fácil, e começava logo com uma grande confusão ainda em terra. Eu tinha um voo de Delhi para Mumbai ás 18H20 e tinha acabado por comprar outro de Srinagar para Delhi ás 11H30, isto porque me tinha enganado pois pensava que o meu voo de Delhi para Mumbai era as 15H. Foi um erro... na véspera de partir sou informado que a viagem para Srinagar de Leh em jeep não ia durar 14 horas mas sim 17 horas!!! Uma vez que a estrada durante a noite era encerrada nalguns pontos de controlo por parte da policia. Ou seja ia chegar mesmo em cima do meu voo! Não quis arriscar e acabei por alterar o meu voo para mais tarde! Devo confessar que era uma confusão pois ninguém percebia muito bem o que se passava...

Lá partimos 8 num Jeep mais o condutor. 2 indianos, 2 monges budistas, um eng. civil de Leh, uma auxiliar de saúde de Leh e eu e o Pedro (brasileiro que viajou comigo para Pangong). Estava um grupo bem disposto e apenas os indianos não falavam inglês. Afinal de contas iamos passar mais de 15 horas no mesmo espaço e por bem toda a gente partilhava comida, conversas e sorrisos.
À medida que o horizonte ia mudando a paisagem ia-se descobrindo.
A noite começava a cair e as estradas de terra batida sobre calhaus encurtavam-se e as ravinas acentuavam-se. Já de noite num cenário incrível vemos as pequenas luzes dos carros que seguem por a mesma estrada e imaginamos o cenário de dia numa paisagem assustadora. O condutor ia alterando entre o eng. civil e o motorista do jeep. (acabei por não perceber porquê mas sobrevivi à viagem e é o que interessa eheh)







As únicas pausas que fazíamos era para jantar ou então num dos inúmeros controles de estrada onde éramos obrigados a parar por vezes durante horas.





Mas a viagem continuava e o dia começava a acordar trazendo consigo a luz de uma paisagem incrível e ao mesmo tempo assustadora.









A meio do caminho ainda tivemos um furo mas nada demais para uma viagem destas. Deu para falar com alguns locais e rir com algumas fotos.







Tomamos o pequeno almoço num pequeno café à entrada de Srinagar.




E chegamos a Srinagar. Acabei por ir logo para o Aeroporto pois não tinha muito tempo.





No aeroporto reparo neste quiosque da Lipton ou de uma outra marca qualquer!



Este foi o pior aeroporto onde já estive! Só tem 1 restaurante com meia dúzia de produtos com moscas e uma quantidade estúpida de seguranças. Ou seja Srinagar fica na fronteira com o Paquistão e até pelas pessoas uma vez mais se parece que não estamos na India mas sim noutro país. Devo confessar que infelizmente foi o local onde as pessoas foram menos simpáticas! Não gostei e apenas queria seguir viagem, o que não foi fácil com tamanha segurança no aeroporto. Ora começa logo a 1 km antes de entrar no aeroporto onde o taxi é vistoriado se tem alguma bomba, ao mesmo tempo é feito o primeiro check control à minha mala por x-ray. Chegado ao aeroporto à entrada é novamente vistoriada a bagagem por x-ray. Uma vez dentro do aeroporto é ainda novamente vistoriada abagagem por x-ray e somos obrigados a abrir a bagagem de mão. O que trouxe alguns problemas, como fita-cola e desinfectante para as mãos (apesar de ser um frasquinho pequeno). Isto seguiu num envelope à parte. Até a máquina fotográfica eles ligam e tiram para fotos para ver que não é uma gravação. Com tanta segurança acabei por entrar com uma garrafa de água e um bâton de cieiro que bem podia conter explosivos :P Ainda antes de entrar no avião somos encaminhados para uma sala para reconhecimento da bagagem de porão. Passadas umas boas horas finalmente segui viagem já atrasado pois claro!!!



Á chegado está um miúdo com uma arma no autocarro entre o avião e o aeroporto de Delhi!!! Ok é de brincar mas a maneira como ele a usava fazia-me alguma confusão!



O meu voo para Mumbai estava atrasado e lá partiu com 1h45 de atraso nada demais uma vez que estamos na India. Cheguei de noite a Mumbai e tive alguns problemas para arranjar alojamento. Esta é a cidade onde o alojamento é mais caro e o pior é que não há nada de jeito. Ou existem hoteis de 5 estrelas de 100 euros por noite para cima ou então existem hoteis velhos e sujos que não valem 20 ou 40 euros. Acabei por ficar numa guest house num dormitório com poucas condições mas pagando apenas 3 euros. Estava cansado e apenas queria dormir, estava farto de procurar por algo melhor e este dormitório com AC acabou até por se revelar uma agradável surpresa.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

À descoberta do horizonte

Uma vez estando em Leh senti a necessidade de explorar melhor estas paisagens. Surgio então a ideia de alugar uma mota. Eu, Martin, Omar, Raquel e Soli alugamos então 3 motas e fomos à descoberta do horizonte. Eu ainda experimentei uma Royal Enfields mas não me senti confiante e preferi alugar uma 150 uma pulsar! Segui então sozinho enquanto duas Royal seguiam com dois passageiros cada.






Passados 5 Km uma das Royal pifou... tivemos de chamar o gerente da loja e acabamos por perder quase 2 horas. Seguimos então agora 3 numa mota e eu e Martin na Pulsar, isto tudo para não perdermos mais tempo à espera que nova mota chegasse.




Passados 20 Km a outra Royal pifou... eheh estavamos a mais de 25 Km de Leh no meio do nada e apenas com uma mota. Por sorte conseguimos caminhar até uma pequena povoação, Nimbo, onde nos instalamos perto de uma mercearia. Fomos super bem recebidos pelos locais, enquanto um miúdo subia a uma árvore para nos dar maças improvisamos um almoço com os produtos que encontramos na mercearia. Uma salada 100% natural.





Enquanto eles regressaram de taxi eu vim na Pulsar a desfrutar da bela paisagem que me rodeava.




Pulsar foi a única resistente!

Lago Pangong



Viajar por estas terras na fronteira com a China obriga à realização de um visto especial para turismo. Visto este que tem de ser pedido com 24 horas de antecedência e terá de ser no mínimo para um grupo de 4 pessoas. Estava eu na agência de Jumar ainda a informar-me para ir a algum lado no dia seguinte. Ele insistia que era impossível pois era só um e não tinha visto. Bah!! Não queria acreditar que não iria visitar nenhum dos locais que tanto desejava... Sob uma contagiante energia consegui então em 5 minutos arranjar mais 3 pessoas que necessitava para viajar comigo. Pedro, um jovem brasileiro de 64 anos que está a dar a volta ao Mundo e Tal e Naana, duas raparigas israelitas que imediatamente simpatizaram comigo.



As coisas pareciam-se encaminhar e até para o visto consegui convencer Jumar a ir a casa do fiscal para nos arranjar o visto para o dia seguinte! Estava tudo pronto e no dia seguinte parti ainda de madrugada à descoberta do lago Pangong... lá fora o dia acordava e as paisagens surgiam pelas janelas do jeep.






Passamos pelos 5360 metros de altura e continuamos pelas montanhas rumo ao nosso destino.




O caminho cruzava-se vezes sem conta e a paisagem deixava qualquer um hipnotizado com tamanha beleza.



Passadas quase 5 horas finalmente pudemos deslumbrar a beleza deste lago, com água cristalina.





Tivemos oportunidade de ver ainda os Yakis.



E os marmottes.